A Rapariga no Comboio - Paula Hawkins

 Sinopse:
Todos os dias, Rachel apanha o comboio... No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a sua viagem. Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...

Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.

Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui, ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos.

Opinião:

O livro é escrito como se se tratasse de um diário.
Rachel, Megan e Anna são as personagens que vão contando a história que, inicialmente, não parecem ter qualquer conexão entre si, no entanto, elas estão bastante relacionadas. Anna é a atual mulher do ex-marido da Rachel e Megan é vizinha da Anna, tendo sido babysitter da sua filha Evie. Todos os dias, no comboio, a Rachel observa a Megan.
Rachel apanha todos os dias o comboio, vê as mesmas pessoas, as mesmas paisagens, criando histórias perfeitas das vidas que vê. Ao longo da história deparamo-nos com a relação da Rachel com o álcool e, consequentemente com os seus episódios de amnésia alcoólica.
Um dia, Megan desaparece e, Rachel acredita ter visto algo importante.

Este é um livro de leitura bastante fácil. Embora tenha descoberto facilmente o culpado, gostei d'A Rapariga no Comboio pois, mais do que isso, aborda as relações humanas, a confiança, a manipulação.
No filme, que vi algum tempo após ter lido o livro, alguns acontecimentos desencadearam-se mais cedo que no livro, contudo, quem estiver com grandes esperanças em relação ao filme fica ligeiramente desiludido. Enquanto no livro é perceptível o desespero da Rachel, no filme isso não é tão visível.

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